segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Masturbação mental.

É o raciocinar, forçar o pensamento. Serve tanto para a poesia quanto para a lógica.




Em comparação a Céfalodiarréia, a MM tem maiores chances do seu pensamento nao sair uma merda.

Céfalodiarréia.

É exatamente o desarranjo poético. Algo de momento, que simplesmente sai, sem muitos retoques. Devido a isto a publicação nao é frequente.

2009

Olha! Pois é a vida que vem ao longe.






passou.

À minha cachoeira, a mais linda de todas.

Felizes aqueles que nada tem, pois os que tem ou vivem na angustia incessante do perder, ou na lástima fullgas do perdido. Pois o perdido, por mais amado e querido, cai na imensidão abissal do pensamento inútil.. é só uma questão de tempo e vontade. Então minto, feliz é aquele que tem, e tem pela eternidade.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

desgraças irmas.

Era um homem, do qual o nome nao me lembro, ou se preferires, nao sei como pronuncia-lo. Era nome de gente de fora, com toda certeza. Tinha nos cabelos e barba brancos a idade que lhe cabia. As mãos eram de dedos finos e longos e a face era cansada, no entanto de aspecto feliz, como a do de um jovem em seu gozo juvenil. Tinha olhos concentrados, como os de um gato, sempre fitando o mar, intrigado pela magnitude do companheiro azul. Olhava tao profundo que parecia que havia culpa em sua existencia. Segurava firme sua bengala, como uma companheira, como aquela que nao o via mais. Era seu porto seguro, olhar a lenta cadencia do oceano, as pequenas marolas amadurecendo em perfeitas ondas, e morrendo no limo das pedras, e segurar aquela bengala fria, sem vida, mas cheia de significado.
Nunca foi grande amigo meu, nunca falamos muito, sempre medimos palavras e elogios. Um dia me disse, quase negando minha presença ali: "Eu queria tanto poder viver". Retruquei de imediato: "Eu também".


Ele foi embora pra nunca mais voltar. Nao ia enteder meu apelo, nao ia entender meu pranto, nao ia entender que nossa desgraças eram irmas...


-afinal caes nao falam.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Just do it.

Afinal é tempo o que nos falta.

Caju.

American boy,


Em seus garranchos, american boy, baseio estes pensamentos.






Abraços se és de abraços.


e


Beijos se és de beijos.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

À Santa (?) Catarina

O desconforto anda solto.
Corre por onde há gente.
Leva, lava... Banho aos inocentes.
Força o barraco, força o que se sente.


Entao não se tem mais gente, não se tem mais nada.

À compaixão.

Ainda existe salvação para a humanidade...






Perdão, foi um lapso.

sábado, 22 de novembro de 2008

(...)

O pesar é pesado e inato.









O problema dos fracos... é o tato.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O homem.

Era uma vez um homem, pois sem homem não há história, e sem história nao haveria nada para escrever.



Era uma vez um homem, que por confusão, pintou asfalto, muro e gente. Atiraram.. morreu alto quebrando silêncio e rotina. Balbuciou algumas meias palavras tortas e morreu.




Não há mais homem, nem história, e definitivamente nao há nada para ser escrito.

sábado, 8 de novembro de 2008

pois sapatos gastam, inevitavelmente.

Reebok

As mais belas palavras já foram ditas, todas elas.

Estão gastas como a sola de meu sapato usado.

Mas o que faço se busco palavras para serem só minhas?

Para que não me afogue na simplicidade e em meus próprios clichês..

Disseram-me para conter minha ansiedade pelo saber...

Mas eu quero o feérico do anormal, o extravagante do extra terreno.

Quero o fúlgido do arquivo dos grandes, o vulgar de madalena e o sonho de um mártir.

Quero engrandecer minha poética. Me engradecer. Quero tudo.

Quero que as palavras, pelo menos as minhas, nao se desgastem. Para que nao haja a necessidade encontrar novas, e novas, e novas.

Contudo, para suportar meu devaneio poético amétrico, teria de voar, ou andar de pés nus.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Às noites de minha vida.

Vai depressa tomara que não voltes nunca.. Mas voltas, pois é de teu feitio. ´
Sua presença me suga o moral, é mordaz. Odeio-te. Porém percebo-me fascinado pela sua existência, admirado pela sua incrível habilidade de tornar os amantes em insones.
Mas ainda assim.. odeio-te. Provoca-em meias palavras belas, mesmo sabendo o quão dificil é dize-las. És cruel.
Odeio-te, mas não mais te renego, pois voltaras a cada instante de amor para avisar-me de tua
chegada na ausência destes.
Talvez ame-te e apenas não saiba dizer, não sei.
Mas quando souber, direi "Amo-te", mesmo que contra vontade, pois te admiro,

minha insone saudade.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ensaio sobre a plasticidade cósmica aplicada vol.1

"Cosmoplasticidade.. de cosmoplastia, que significa intervençao plastica do universo, ou seja, uma alteração física do espaço universal, logo impedindo mudanças temporais... Então concluimos que... Sacha como cosmoplata.. nao interferiu no tempo das coisas, e sim no universo espacial a sua volta. Se interpretado como uma metáfora, a qualidade de cosmoplata se refere a alguém que afetou outros individuos (no caso... nós) de maneira pacifica, sem contato... usando apenas um ataque psicologico, alterando assim o juízo dos dominados. Ele se utilizou de seu poder como representante orkutiano da comunidade má para subjulgar os demais participantes assim causando transtorno e revolta no cidadãos malinos."...

Ensaio sobre a plasticidade cósmica aplicada vol.1

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ao amor.

No peito dos homens o amor é inato. Ele se omite por quem sabe uma vida, vive parado.. calado..
Geme tácito, contendando-se consigo mesmo, condenando-se ao seu mais puro narcisismo... é plástico.
Porém só até quando acorda de seu sono plácido, pois quando acorda espalha uma espécie de batida ritmada, que nem a todos agrada, mas que todos escutam.
Como todos.. me movo pela cadência do coração, inexorável, infinita e até que se prove o contrário a mais bonita... e se algum dia alguém provar, parabéns.. encontrou então verdadeiro ritmo de amar.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Orienta-te, pois vives.

Em cada esquina da tua vida,
eu lhe asseguro um ombro amigo...
e outro amante.. Nem que esse abrigo
nao seja mais o meu.

Nao tenha medo, pois em cada canto da tua vida
eu deixarei avisos, afinal o mundo é grande pra caramba
e tu teras de ler algo antes de nele se perder.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O esboço.

O esboço,
Dotado de uma nudez ingênua,
cobriou as linhas decoradas por rasuras.
Na noite que se fazia,
coberto por toda a poesia,
não pode ganhar maiores dimensões que as daquela sala escura.

Um poema sem toda aquela melancolia, beleza e influência...
um poema por sí só, por sua mera existência.
Enquanto este existir.. não terá fim, pois como nossa própria
história nos mostra, tudo que começa... tem um meio, e por fim
acaba em bosta.

Coffea arabica.

Consumidos pela saudade,
meus braços buscam os o calor de teu abraço.
Nas noites.. este é meu fardo, caminhar em minha compania pelo escuro...
a passos leves e largos.

Whisky.

Ele, fingindo-se louco,
foi aos poucos se isentando de toda a realidade.
Ele, foi alimentando seu corpo inerte... com palavras torpes,
vazia de sentido aparente.
Ele, tentou incessante conseguir a grandeza daqueles que um dia...
foram grandes.
Ele para muitos nao passa de oco... pouco... louco. Mas alguém há* de achar
beleza em sua mente incerta.
É nesse dia então que o louco vira poeta.